Censo dos veteranos

80 anos da Força Expedicionária Brasileira

Autores

  • Daniel Mata Roque Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Brasil)
  • Margarida Rocha Bernardes Escola Superior de Guerra (Ministério da Defesa - Brasil)
  • Fernando Porto Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Brasil)

DOI:

https://doi.org/10.53351/2n73nm70

Palavras-chave:

Segunda Guerra Mundial, Força Expedicionária Brasileira

Resumo

O presente artigo tem como objetivo apresentar um panorama dos veteranos da Força Expedicionária Brasileira, unidade militar brasileira enviada para combater na Itália durante a Segunda Guerra Mundial (1944-1945), ainda vivos ao celebrarmos os 80 anos de sua criação (9 de agosto de 2023). A importância desta atuação é exemplificada pelo fato de que o Brasil foi o único país latino-americano a enviar tropas para combater na Europa e foi dos primeiros países a aderir à Organização das Nações Unidas no pós-guerra. Seguimos o caminho da triangulação de fontes em busca de informações sobre esses veteranos de guerra, por meio da construção do Censo Permanente da FEB (organizado pela Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira, ANVFEB), para obtermos dados a fim de construir as narrativas históricas. Na presente pesquisa, ensaios resumidos foram realizados, como flahes, o que demonstra o potencial dos registros. Contudo, reconhecemos que ainda temos o que fazer para preservar essa memória no campo militar. Utilizando a metodologia aproximada da demografia populacional, observamos o registro do Censo Permanente da FEB divulgado em 01 de julho de 2023, com um total de 72 veteranos vivos, espalhados em quinze unidades federativas do território brasileiro, e a partir daí fizemos análise quantificada por idade, gênero, região, posto militar, unidade de combate, medalhas recebidas e outras. Amparando-nos em consagrados teóricos sobre história e memória, como Pierre Nora, Paul Ricoeur, Michael Pollak e Henry Rousso, discutimos as formas como a memória sobre a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial foi construída desde o fim do conflito, em 1945, até a atualidade, momento em que identificamos o auge do interesse militar e acadêmico sobre o tema. Concluímos observando o iminente fim deste grupo de agentes históricos e a necessidade de ferramentas para preservar e divulgar suas memórias sobre esse fato extremamente relevante na história mundial e transformador da nacionalidade brasileira.

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Biografias do Autor

  • Daniel Mata Roque, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Brasil)

    Cineasta e memorialista. Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem e Biociências da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (PPGENFBIO-UNIRIO). Voluntário da Escola Superior de Guerra do Ministério da Defesa. Membro do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil.

  • Margarida Rocha Bernardes, Escola Superior de Guerra (Ministério da Defesa - Brasil)

    Enfermeira e bióloga. Doutora em Enfermagem pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, com estágio de pós-doutorado na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Professora da Escola Superior de Guerra do Ministério da Defesa. Membro do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil.

  • Fernando Porto, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Brasil)

    Enfermeiro e historiador. Doutor em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com estágio de pós-doutorado na Universidade de São Paulo. Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem e Biociências da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (PPGENFBIO-UNIRIO). Ex-presidente da Academia Brasileira de História da Enfermagem.

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Publicado

2024-12-17

Como Citar

Censo dos veteranos: 80 anos da Força Expedicionária Brasileira. (2024). Revista Universitaria De Historia Militar, 13(27), 272-294. https://doi.org/10.53351/2n73nm70

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